Atuação do MPT em Goiás ganha destaque no jornal O Popular - Companhia de Urbanização da capital e sindicato de trabalhadores cometem irregularidades

A atuação do Ministério Público do Trabalho em Goiás na investigação das irregularidades supostamente cometidas pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), em maquinação com dirigentes do Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Pública e Ambiental (Seacons), tem sido destacada pelo jornal “O Popular”.

 

No dia 10 de fevereiro, com o título “Comurg”, o jornal destaca que o MPT apura repasse de R$ 3 milhões de recursos próprios da companhia às contas das entidades que representam os trabalhadores. Na edição do dia 9, sob o mesmo título, a publicação destacou que a investigação do MPT revelou esquema de empréstimo ilegal e lesivo aos trabalhadores feito pelo Seacons, possivelmente com participação da Comurg. No dia 5 de fevereiro, com o título “Supersalários”, o jornal publicou que a Comurg está definindo como será feita a devolução dos salários pagos indevidamente, conforme revelaram as investigações do MPT.

As notícias são desdobramentos de ações propostas pelo MPT perante a Justiça do Trabalho. Em uma delas, o MPT conseguiu, liminarmente, a suspensão de cláusulas da convenção coletiva de trabalho do setor, por evidenciar irregularidades na relação existente entre a Comurg e o Seacons, já que as convenções coletivas de 2011/13 e 2013/15 permitiam o pagamento, pela Comurg, de horas extras em larga escala, gratificações com valores elevados, salários com gratificações de empregados com mandato na direção do Seacons, além de condicionar a concessão de promoções aos empregados da Comurg à prévia análise e aprovação do Seacons. Em outra ação, o MPT também conseguiu liminarmente a intervenção no Seacons, ante as evidências de abusos cometidos pela diretoria, atualmente afastada.

 

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